terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Seu sorriso



O riso bobo e despretensioso que surgia de seus lábios era realmente incontrolável,

Posso comparar ao sol ou a lua que precisa despontar no céu independente da vontade dos seres humanos.

Sim ela poetizava coisas do coração...
Os olhos negros e profundos cantavam uma melodia sublime que qualquer um podia ver, 

mesmo que não a entendessem, mesmo que não a conhecessem era impossível se manter longe daquele sorriso poético.

E eu, ah eu me mantive ali profundamente perdido nos olhos cor de noite sem estrelas enamorado por sua melodia.

Luna Araujo

Notas imprecisas



Quando ar ficou rarefeito, pude notar nas notas tocadas imprecisas pelas mãos tremidas do harpista a nossa canção.
Cantada a muitos entendida apenas por nós dois...
Pobre homem, entoava a melodia onde o meu e o seu nome se entrelaçam e se perdem num choroso lamurio de notas em dó...
Tudo proposital e bem medido, separados por mesas postas como num jogo de xadrez, 
onde os peões avançam e a rainha é protegida.
Não sei se é o vinho, a música ou o perfume bandido no ambiente, 
mas ousaria neste momento ir até você !
Faço menção, mas a melodia termina e o pobre diabo canta agora outra canção.
Fatos e acasos de um relógio de ponteiro atrasado, 
talvez não hoje, não agora, mas mesmo um relógio parado está certo de vez quando
e vinho,  música e o perfume pode se encontrar outra vez.
Num xeque mate ou no reposicionamento das mesas deste maldito bar da vida...


Luna Araujo